Presentesssss de Natal ………. como lidar com isso

Presentessss……presentesssss…presentessss…….

Papai Noel, eu quero uma bicicleta, um jogo de vídeo game, uma bola, uma chuteira e e e e……

 

Socorro!!!!!!!

O que fazer com tantos pedidos.?????

Dou tudo que ele pede ou seleciono?

Essa época deixa as mães loucas com tantos pedidos, mas ….Calma!!!!

Será que é necessário dar tantos presentes? Dar tudo o que ele/a pede?

Vamos conversar sobre isso???

Será nossa próxima roda de conversa.

Tragam suas angústias e suas dúvidas.

1ª Roda de conversa – Sexualidade

 

Nossa 1ª roda de conversa arrasou ontem. A Lucimaria Rangel – psicóloga – nos deu uma aula de como vencer nossos tabus e mudarmos nossa maneira de pensar. Obrigada para quem veio e obrigada à Meire – CiÇa Café Bistrô – por ceder seu espaço que, aliás, é muito aconchegante.

 

História da Gi e das suas filhas com o câncer de mama

Minha história com o Câncer de MAMA

 

Lembro como se fosse ontem. Novembro de 2015, no meu ultrassom de rotina, um nódulo no seio esquerdo. Nada a providenciar. Segui em frente.

Junho de 2016, o incômodo já não era algo a se ignorar. Fui na ginecologista, não havia suspeita, um peito flácido após duas amamentações, mas já de aspecto estranho: enrijecido, pesado e totalmente diferente anatomicamente do outro. Nova solicitação de ultrassom. Pensava que poderia ser do anticoncepcional. Três tipos já havia tentado, para me adaptar aos efeitos colaterais. Segui o curso, sem sequer imaginar a possibilidade de ser câncer. Tinha 38 anos apenas. Na minha inocência ainda era cedo para me preocupar. Dois meses e meio se passaram. Acordei um dia e decidi fazer todos os meus exames e os de rotina das minhas filhas que a pediatra já havia pedido e eu ainda não tinha feito. Foi uma providência divina. Alguns dias depois dessa manhã que ainda é vívida na minha memória, realizei o ultrassom que seria de praxe. Resultado: uma “massa” disforme que nem o médico ultrassonografista conseguia entender. Biópsia. Mamografia. E aí um exame após o outro não me libertaria do diagnóstico: câncer de mama! 9,3 cm! Nunca tinha tido um seio tão “cheio” após amamentar minhas filhas. O tumor era grande e lógico, fiquei assustada. Conversas… Choros… Dúvidas… Morte… Tudo passa pela nossa cabeça. Ainda hoje me emociono ao relembrar cada momento. Ao olhar meu marido, e minhas filhas e pensar que poderia ir embora e não vê-las crescer. Dói. E doeu muito fazer essa fotografia futura da família sem a minha presença. No meu mundo interior busquei força para me manter em pé e fazer o que tinha que ser feito. Mastectomia total. Minhas filhas não entendiam porque a mamãe tinha que ir para o hospital e porque ela voltou com um “dodói” no peito, toda enfaixada e ainda com um dreno nada simpático.

O pós-cirúrgico foi tal como esperado. 15 dias bem intensos. Minha filha mais velha, com 4 anos, queria ver, queria me ajudar com o curativo, queria me confortar com a minha dor. Provavelmente, não ao acaso, ela havia passado por uma cirurgia de retirada da adenóide uma semana antes da minha. Havia se recuperado muito bem e também tinha ficado com “um caninho com agulha na mão” para o soro. Com muita paciência e de forma lúdica eu ia comparando a história dela com a minha. Em nenhum momento as impedi de acompanharem os cuidados; elas me ajudavam a pegar a gaze, o micropore, a pomada cicatrizante. Tudo de forma natural. Hoje depois de um ano, ainda tenho as marcas desse processo: um peito duro, moldado pela prótese submuscular, um músculo peitoral ainda fragilizado que insiste em me lembrar todos os dias do meu trajeto e do meu propósito de vida: viver! E assim, sigo feliz. Posso carregar minhas filhas no colo. Posso brincar com elas. Posso aproveitar a oportunidade de ter sido diagnosticada a tempo de ser curada! Câncer de mama tem cura. Posso fazer escolhas de uma vida saudável. Posso assumir as rédeas da minha vida e a transformar. Minhas filhas, caminhando comigo nessa jornada, com certeza levam consigo um grande aprendizado, mesmo que ainda não o percebam. Ser mãe me fortaleceu para poder passar por essa experiência amarga e a transformá-la ao menos em agridoce: nossos filhos são os nossos maiores motivadores para permanecer nesse mundo cheio de desafios.

Outubro Rosa já azul

Lembram que eu pedi se alguém gostaria de relatar sua experiência com o câncer? Demorou um pouco e já ficou meio azul, mas aí vai a experiência da Yara, uma mãezona que teve que tomar uma decisão difícil na vida dela. Vale a pena a leitura.

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Tudo começou em julho de 2013 quando me internei para o que seria uma simples retirada de uma pinta.

Foi uma cirurgia tranquila, mas quando fui fazer o curativo vi que o médico fez um “buraco” nas minhas costas. Após 15 dias retirada de pontos, que foi alternada devido ao tamanho do corte. Ao terminar a retirada de pontos, quase um mês depois da cirurgia, veio o tão esperado resultado – MELANOMA – OK! O que preciso fazer? Segundo o médico nada. Até então não sabia ao certo o que o melanoma poderia causar. Fiquei tranquila, pois o médico disse que poderia ficar.

Em maio de 2014 ao tomar banho, percebi “algo estranho” na axila, então procurei o médico, fiz exames e lá fui eu para mais uma cirurgia – retirada do “algo estranho” em julho de 2014. Pensei que seria simples, só que não, cirurgia mais complicada e fiquei quase um ano sem movimentar o braço e fazendo fisioterapia todo dia. Resultado do “algo estranho” – MELANOMA METASTÁSICO – Só então me dei conta de que era um câncer extremamente agressivo e sem cura.

Chegou então o grande momento de compartilhar com a família, ou seja, filhos, marido, irmãs e mãe. Estava muito tranquila em relação a doença e queria que todos sentissem o mesmo. Espero ter conseguido.

Procurei um oncologista clínico para tratamento e ele me colocou a par do tratamento existente para o Melanoma, que além de não ter nenhuma garantia possuía efeitos colaterais muito significativos e cruéis. Antes fiz radioterapia, ah essa sim foi muito cruel para mim, não doía, mas me marcaram (riscaram) para fazer exatamente no ponto e tinha que ter vários cuidados especiais, desde roupa até cremes. Eu nunca quis que ninguém me acompanhasse e nunca falei o que senti para ninguém, foi uma experiência que doeu muito, cada sessão terminada doía um pouquinho mais por dentro e foi impossível não chorar ao término de cada uma.

E acabando essa parte tinha que decidir se faria ou não o tratamento indicado pelo médico, sim falo em decidir porque eu queria qualidade de vida e o proposto não garantia nem cura, nem melhora e nem qualidade de vida. Então adivinhem o que escolhi – não farei o tratamento proposto – oh como assim? Foram várias noites de pesquisa na internet, escutei opinião de mais 2 médicos – um a favor por não ter outra coisa para fazer e uma contra pelos motivos que citei, claro que escolhi essa para me acompanhar. Nessa busca pela internet achei alguns medicamentos em pesquisa nos Estados Unidos que estavam sendo eficazes para o Melanoma e sempre conversava com minha médica sobre eles, sim também fazia exames a cada 2 meses para acompanhamento da doença.

Tudo caminhava bem até que em julho de 2015 apareceu novamente o tal de “algo estranho”. Foi então, que por sugestão da minha médica fui para São Paulo e lá participo de uma pesquisa para Melanoma.

Hoje não tenho nada, só mesmo os efeitos colaterais do remédio da pesquisa. Será que são menores que a quimioterapia? Não sei ao certo, mas consigo levar minha vida.

 

Foi uma experiência interessante – nossa como assim interessante? Sim interessante porque refleti muito sobre minha vida. Nunca tive medo de morrer, então isso para mim nunca foi um problema. Pude sentir muito mais a presença de Deus em minha vida e o agir dEle em cada decisão tomada, em cada dificuldade que passava e olha que não foram poucas. Ah e como é bom quando Deus está conosco, como é bom sentir sua presença. Sei que o meu Deus estará comigo mesmo nos piores momentos. Sei também que participando dessa pesquisa ajudarei outras pessoas.

Não posso deixar de falar e agradecer ao meu marido que tem me acompanhado e ajudado todo esse tempo em que descobri o “algo estranho”, aos meus filhos também pela preocupação comigo e a minha mãe e irmãs por orarem sempre por mim.

Hoje posso dizer – Me sinto em paz –